Monday, April 02, 2007
História e fatos
É possível que os números tenham sido distorcidos com o tempo, uma vez que Heródoto teria escrito seu relato 40 anos depois da batalha. Também é possível que o exagero tenha um objetivo de valorizar o povo grego.
A verdade é que, freqüentemente, a história se distancia dos fatos. Na escola de Letras, costumávamos chamar a história de ficção oficial, uma estória que se passou a contar, combinando os fatos de forma a mostrar uma imagem conveniente a quem escreveu e ao contexto em que foi escrita, o que bate totalmente com a idéia de construção da verdade que tenho defendido aqui.
Thursday, February 22, 2007
Apagão aéreo
No blog do Paulo Henrique Amorim há uma comparação de Congonhas com o Aeroporto La Guardia, em NY; precisamos abrir o olho!
Sunday, February 11, 2007
Prêmio, que prêmio?
Monday, February 05, 2007
Mais pesos e medidas diversos
Aécio never tem plenos poderes temporários para executar reformas essenciais: necessidade inadiável para a execução de um plano de governo aprovado democraticamente.
A imprensa tanto faz para defender um só lado da estória, que se enrola e se contradiz sem nem perceber. Ou percebe e nem liga, confiando na distração do leitor/ouvinte/espectador.
São tão adeptos da isenção que se isentam inclusive da coerência.
Tuesday, January 30, 2007
Esquerdismo?
Tuesday, January 09, 2007
A contribuição da imprensa
http://www.observatoriodemidia.org.br/artigo18.asp
Para ler e refletir
Monday, December 25, 2006
de elefantes, cegos e várias verdades...
É uma estória antiga a dos cegos que descreveram o elefante, baseados na parte que tocaram. Um descreveu algo parecido a um tronco de árvore articulado, outro um tubo longo e flexível, outro uma superfície coriácia enorme. Estavam todos dizendo uma verdade, mas nenhum descreveu o elefante.
Nossas verdades passam pelo mesmo processo: agrupamos as informações a que temos acesso para compor os fatos. Entra aí uma nova variável no processo, a ser computada em conjunto com a cebola de vidro.
Um diretor de cinema, ao compor um filme faz diversas escolhas: a estória, o roteiro, atores, fotografia (aqui considerando iluminação, enquadramento, cores...), edição... O resultado é o que temos à disposição para interpretar e compor o significado.
Esse tipo de composição não é exclusividade do cinema. É mais ou menos como funciona o universo que nos cerca. O tempo todo colhemos dados para compor a informação. São fatos que presenciamos, notícias que ouvimos ou vemos, comentários de outros, fofocas, boatos, tudo tem seu valor para criarmos a nossa verdade.
Precisamos ficar atentos aos dados e informações que nos são repassados por terceiros. Como no exemplo do filme, estão montados de forma a representar a visão do autor. Foram filtrados e compostos por uma ou mais pessoas, orientados por seus interesses e experiências (a cebola de vidro) e não podem ser considerados como absolutos de forma alguma. A pesquisa de várias fontes diferentes, de opiniões diferentes, o uso do bom senso, a contextualização dos dados e informações nos levará a uma imagem mais confiável dos fatos.